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29/05/2017

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Por: Erika Cristina

Esporotricose Felina

Esporotricose é o nome da doença causada por um fungo e considerada uma zoonose, ou seja, que pode ser transmitida entre animais e humanos.

O fungo é encontrado na natureza, em geral em regiões tropicais e subtropicais, portanto pessoas que trabalham em contato com a terra correm um risco maior de adquiri-lo (floricultores, mineiros, jardineiros, pedreiros). Animais que tem contato com terra também tem uma predisposição maior, assim como os proprietários de animais doentes e os veterinários.

A inoculação acontece através do contato de qualquer pequeno ferimento na pele com a terra. E pode ficar sob as unhas e região de boca e nariz, assim, quando ele se coçar ou se ferir, ocorrerá a inoculação. A transmissão também pode ocorrer durante brigas entre animais.

Esporotricose pode atingir cães e coelhos

Além de gatos, cães e coelhos podem ser grandes transmissores também. Ainda que não estejam apresentando sintomas.

Os sintomas mais comuns são os de pele, onde surgem lesões geralmente graves em região de cabeça e patas. Essas feridas não causam dor ou coceira, a não ser que haja uma infecção bacteriana secundária​ se instalando na lesão. Essas lesões não respondem a pomada, antibióticos ou demais tratamentos convencionais.

Esporotricose Felina

Esporotricose Felina

Gatos não, mas cães e humanos podem apresentar aumento de gânglios linfáticos. E ainda, além da pele, outras regiões podem ser acometidas, como mucosas, pulmões, ossos, articulações e sistema nervoso. Nesses casos, os animais podem apresentar sintomas como fraqueza, anorexia, febre, entre outros.

Exames como citologia, cultura de fungos e/ou biópsia das lesões ajudam a fechar o diagnóstico. Juntamente com o histórico clínico de brigas, acesso a rua e moradia em regiões endêmicas.

O tratamento é demorado, podendo levar meses até alcançar a cura completa tratando com antifúngicos e antibióticos, quando em infecção bacteriana secundária.

Se surgirem lesões em seu gatinho, não demore em levá-lo para uma consulta. Quanto antes diagnosticar e iniciar o tratamento, mais rápido será a cura do animalzinho.

 

Erika Cristina
Médica veterinária
CRMV-SP 38512

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