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22/10/2018

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Por: Erika Cristina

Doenças Contagiosas e Filhotes

Como introduzir um novo filhote num ambiente que ja teve um caso de doença contagiosa?

É muito comum proprietários que perderam seus cãezinhos para doenças contagiosas buscarem um novo filhote, não para substituir o animalzinho – pois cada um é único, mas para preencher o vazio que uma perda desta causa nas nossas vidas e nas nossas casas.

Mas nem todos procuram saber quais os cuidados que devem ser tomados, uma vez que o ambiente pode estar contaminado com algum vírus, bactéria ou protozoário do animalzinho doente e os filhotes tem a imunidade mais baixa e ainda não tem vacinação completa, criando um cenário perfeito para uma transmissão.

Claro, precisamos entender que cada doença age de uma forma diferente, portanto cada agente pode ser transmitida de uma forma diferente e por um período diferente.

Doenças podem ser transmitidas de várias maneiras

Vamos então saber um pouquinho sobre transmissão de algumas doenças:

– Cinomose: vírus pouco resistente no ambiente, podendo sobreviver por até três meses, mas de fácil eliminação com uso de desinfetantes comuns, embora seja indicado o uso de hipoclorito de sódio (água sanitária) para a desinfecção.

– Parvovirose: vírus altamente resistente, chega a sobreviver até dois anos no ambiente. A desinfecção do local deve ser feito exclusivamente com hipoclorito, incluindo lavagem de chão, paredes e qualquer objeto que possa ter tido contato.

– Leptospirose: bactéria altamente contagiosa, inclusive para humanos. Apesar de ser transmitida pela urina dos roedores, cães infectados eliminam o agente por todas as secreções, como urina, fezes, sangue, saliva. A bactéria pode permanecer no ambiente por semanas ou até meses, mas sem a presença do animal infectado, o ambiente pode ser facilmente higienizado com água sanitária.

– Giardíase: com protozoário bastante resistente e de fácil transmissão, é indicado higienização do ambiente com água sanitária, amoníaco quartenário e água fervente.

– Erliquiose: embora não seja transmitido diretamente de um cão a outro, a erliquiose pode ser transmitida por carrapatos que picaram o cão doente e picaram novamente o cão saudável, portanto, a dedetização do ambiente é necessária, para garantir que não restou sequer um carrapato para contaminar o novo bebê.

– Leishmaniose: doença bacteriana transmitida pelo mosquito palha uma vez contaminado com o sangue de um cão infectado. Embora alvo de várias discussões, não é transmitida pelas secreções do cão doente, mas sim pelos mosquitos que podem te-lo picado. Dessa forma, embora difícil, a forma de descontaminação do ambiente seria fazendo um controle ambiental dos mosquitos, seja com componentes químicos, telas nas portas e janelas ou uso repelentes.

– Raiva: doença viral que pode ser transmitida pela saliva de um animal contaminado, ocorre principalmente por mordida. Uma vez que houve no ambiente um animal com raiva, uma limpeza com hipoclorito de sódio é indicada, pois o vírus é pouco resistente no ambiente. É preciso cuidado com possível presença de morcegos no local ou outros animais que possam ter sido mordidos por morcegos.

Embora existam diversas outras doenças contagiosas, essas são algumas das principais.

Sempre procure um médico veterinário

Não existe um tempo determinado de resguardo do ambiente antes de introduzir um novo animal, desde que o animal esteja vacinado e as orientações para desinfecção do ambiente sejam rigorosamente seguidas. Converse com o seu médico veterinário.

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